Uma Mulher chamada Carabina

Inspirada em diário pessoal e inédito, a série vai contar a história de Dejanir Ramos, a mulher por trás do mito Lili Carabina.

Vítima de um destino cruel, vamos acompanhar a trajetória da garota pobre que se tornou a rainha do crime, uma mulher que mudou sua vida por paixões avassaladoras, mas que viu seu império ruir de forma trágica.

Lili Carabina, uma das mais icônicas criminosas brasileiras, contada de uma forma que ninguém jamais contou.

UNIVERSO DA TRAMA

Ambientada no Brasil das décadas de 1960 a 1990, uma época onde a Baixada Fluminense e a periferia da cidade do Rio de Janeiro eram dominadas por perigosos grupos criminosos, a série UMA MULHER CHAMADA CARABINA se passa em duas linhas temporais distintas:

Tempo recente (da trama) – com início no ano de 1975: já madura e experiente, veremos com Lili Carabina se consolidou no mundo da marginalidade e se tornou a rainha do crime.

Tempo passado (da trama) – com início no ano de 1961: veremos como a jovem e ingênua Dejanir Ramos se tornou Lili Carabina.

 ENREDO CENTRAL DA SÉRIE

Muitos detestavam sua prepotência e sua postura arrogante, mas o que ninguém podia negar é que ÂNGELO SILVA era o jornalista mais destemido do Jornal do Brasil. Nunca fugia das reportagens “mundo cão”, até preferia este tipo de cobertura. Sua fixação pela criminalidade era tanta que nos últimos tempos vinha extrapolando a vida profissional para existir também na vida pessoal.

Aquela não era a primeira vez que Ângelo perdia a noção do tempo entre transes alucinógenos e fetiches sexuais, muito menos a primeira vez que se metia no coração da periferia em busca de saciar sua compulsão por cocaína. Tinha ficado amigo de alguns traficantes do bairro do Cosmos enquanto escrevia uma de suas reportagens bombásticas. Entretanto naquela noite Ângelo conseguiu ultrapassar todos os limites, deixando seu corpo sucumbir a um perigoso estado de overdose.

Horas mais tarde, ao acordar num precário pronto socorro, talvez o único num raio de quilômetros, o repórter se deu conta de que escapara da morte por muito pouco, mas antes que pudesse louvar aos céus sua sorte, acaba testemunhando a cena que mudaria sua vida: uma mãe em desespero, com o filho desfalecido nos braços, implorando por ajuda.

Ela, pouco mais de 30 anos. O bebê, um garotinho mirrado que nascera meses atrás.

Apesar de ainda aturdido pelo efeito das drogas, Ângelo pouco a pouco se deixa envolver pela angústia daquela mãe, ainda mais quando percebe funcionários e pacientes, genuinamente solidários, se mobilizando para darem a ela prioridade de atendimento. Quem era aquela mulher? Por que tantos se importavam com ela e o filho agonizante?

“Salvem o meu filho, por favor…”

“Chamem o médico. É ela! É a Lili em pessoa.”

A mãe em desespero era ninguém menos que LILI CARABINA, lenda viva do crime, temida em toda a Baixada Fluminense e periferia carioca, e que mesmo correndo risco de ser capturada perambulava, sem disfarces, pelos corredores do pronto socorro suplicando pela vida de um filho.

Ângelo, que tantas reportagens escrevera sobre a insolente “loira dos 200 assaltos”, estava agora diante de uma outra face dela, uma face humana e maternal. Eram as duas verdades de uma mesma pessoa, a bandida perversa e a mãe leoa, um contraste que fez despertar nele um incontrolável fascínio por aquela mulher de vulgo Carabina.

E assim aconteceu o primeiro encontro entre o jornalista e seu mais novo objeto de obsessão.

Passado o fatídico testemunho, muitas questões começam a povoar os pensamentos de Ângelo Silva. O que levava uma pessoa a entrar para o mundo do crime? Ainda mais sendo uma mulher, uma mãe? Pobreza, desigualdade social, necessidade, vocação?

Uma certeza ele já tinha, existia naquela trama uma grande reportagem, pois, até então, tudo o que divulgavam a respeito da célebre facínora, que praticava assaltos disfarçada com peruca loira e maquiagem carregada, não passava de especulação, caberia a ele contar a real versão dos fatos.

O primeiro passo seria se infiltrar no cotidiano marginal e se aproximar de seu alvo de fixação. Isso não seria difícil, Ângelo conhecia gente, tinha acesso. O segundo passo, desvendar quem era a mulher por trás do disfarce.

Conhecido por seu excelente faro investigativo, Ângelo logo descobre que antes de Lili Carabina se tornar a rainha do crime existia apenas a jovem e ingênua Dejanir Ramos, afinal, toda história tem um começo.

Comments

comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *