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PROJETO LONGA DE FICÇÃO

BOTASOHO

Quinzinho, um jovem músico, criador do anárquico bloco BotaSoho, descobre que morreu justamente no meio do carnaval. Revoltado, Quinzinho não consegue aceitar que está morto. Afinal, só tinha 35 anos, com toda uma vida pela frente. Um grupo de ilustres residentes do cemitério São João Batista aparece para ajudar Quinzinho a fazer a transição da Terra dos vivos para o Encantado Mundo dos Mortos. Formado por uma Psiquiatra que ama gatos, um cineasta rabugento, uma Cantora de linda voz e joelhos maravilhosos, um Escritor Pessimista e um jornalista gay e boêmio, o grupo de fantasmas conduz o rapaz numa viagem no tempo, onde o rapaz assiste ao “filme” de sua breve mas intensa vida.

Quinzinho relembra sua relação com os pais, o jornalista boêmio e mulherengo Pernambuco e a sensível artista plástica Julia, a descoberta da música, sua paixão pelo carnaval, seu amor incondicional por Botafogo, o bairro onde nasceu, cresceu e morreu e, principalmente, sua relação com as mulheres, entre elas a psiquiatra Ana Flor, sua esposa e seu grande amor, e a jovem cineasta Bárbara, sua divertida amante. Ao final, Quinzinho aceita sua morte, pois compreende que “os homens, embora tenham de morrer, não nasceram para morrer, mas para iniciar algo novo” (Hanna Arendt). E Quinzinho consegue deixar seu legado de amor e de alegria antes de partir.

BotaSoho é uma comédia musical e romântica, uma declaração de amor ao ritmo de carnaval a um dos mais tradicionais bairros do Rio de Janeiro, essa pequena e original faixa de terra entre o mar e as montanhas, que difere de outros bairros, distritos, condados e arrondissements das grandes cidades do mundo por ter uma universidade, a primeira do Brasil, uma favela, um hospício (na verdade, três), uma praia linda, um cemitério, uma estação de metrô e um tradicional cinema com nome de estação de metrô e, claro, um time de futebol (campeão desde 1910!). Um bairro de gente descolada e gente famosa. Um bairro que já foi nobre e que virou bairro de passagem, sem nunca perder seu charme.

É também uma releitura bem livre do clássico “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis (o Escritor Pessimista” que conduz Quinzinho na sua viagem no tempo e na memória).